No primeiro relatório do IBGE, feito em 1940, a taxa de urbanização da região Norte era de 27,75%. Até 2007, o número duplicou, chegando a quase 80%, mas pela primeira vez sofreu uma queda, três anos depois.
De acordo com o IBGE, todas as outras regiões do país só apresentam aumento na taxa de urbanização de 1940 a 2010. O Centro-Oeste passou de 21,52% para 88,8%. O Nordeste, de 23,42% para 73,13%. O Sudeste foi de 39,42% a 92,95%. E, por fim, o Sul foi de 27,73% para 84,93%.
Em nível nacional, o Brasil segue o crescimento das regiões (exceto Norte) e também apresenta um aumento considerável da taxa de urbanização nas sete decadas. O país foi de 31,24% para 84,36%.
Salário-mínimo
A urbanização do Brasil se deve, principalmente, pelo caminho que o país tem seguido nas últimas décadas, com um processo de industrialização nas principais capitais. Com a oferta de emprego e qualidade de vida maiores nas cidades, as pessoas do campo têm feito o deslocamento de moradia.
A primeira fase de implementação e consolidação política do salário mínimo para os trabalhadores da zona urbana do Brasil teve pequenas quedas, no fim do primeiro governo Getúlio Vargas. Os avanços começaram a partir da década de 50, com elevação do poder de compra. O período de melhor desempenho é no governo Juscelino Kubistchek (JK), marcado por um intenso processo de industrialização.
No período da ditadura militar, o salário mínimo real se manteve estável no país, com poucos reajustes, e sofreu quedas a partir da década de 80.
Os reajustes ocorridos entre o final de 1994 e 2010 (em real) elevou o salário mínimo de R$ 70 para R$ 510, com reajuste de mais de mais de 700%, com principais mudanças nos governos Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva.
Como é possível observar no gráfico acima, na comparação entre a evolução da taxa de urbanização no Acre e o salário mínimo brasileiro, em reais, houve uma estabilização da urbanização nas últimas duas décadas e um crescimento considerável no salário do trabalhador. O atual salário mínimo, que passou a valer em 1º de janeiro de 2015, é de R$ 788.
